quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

O RETRATO DE JESUS POR PÚBLIO LENTULUS

Em Roma, no arquivo do Duque de Cesadini, foi encontrada uma carta de Públio Lentulus, Legado na Galiléia, do Imperador Romano, Tibério César. Eis a carta, que é um retrato fiel de Jesus.
"Existe nos nossos tempos um homem, o qual vive atualmente de grandes virtudes, chamado Jesus, que pelo povo é inculcado profeta da verdade e os seus discípulos dizem que é filho de Deus, criador do Céu e da Terra e de todas as coisas que nela se acham e que nela tenham estado; em verdade, cada dia se ouvem coisas maravilhosas desse Jesus; ressuscita os mortos, cura os enfermos; em uma só palavra: é um homem de justa estatura e é muito belo no aspecto.
Há tanta majestadade no rosto, que aqueles que o vêem são forçados a amá-lo ou temê-lo.
Tem os cabelos da cor da amêndoa bem madura, distendido até as orelhas e das orelhas até às espáduas, são da cor da terra, porém mais reluzentes.
Tem no meio da sua fronte uma linha separando os cabelos, na forma em uso nos Nazarenos; o seu rosto é cheio, o aspecto é muito sereno, nenhuma mancha ou ruga se vê em sua face de uma tez moderada; o nariz e a boca são irrepreensíveis.
A barba é espessa, mas semelhante aos cabelos, não é muito longa, mas separada pelo meio; seu olhar é muito especioso e grave; tem os olhos graciosos e claros; o que surpreende é que resplandecem no seu rosto como os raios do sol, porém ninguém pode olhar o seu semblante, porque quando resplende, apavora, e quando ameniza faz chorar; faz-se amar e é alegre com gravidade.
Diz-se que nunca ninguém o viu rir, mas antes, chorar.

Tem os braços e as mãos muito belos; na palestra contenta muito, mas o faz raramente e, quando dele alguém se aproxima, verifica que é muito modesto na presença e na pessoa.

É o mais belo homem que se possa imaginar, muito semelhante à sua Mãe, a qual é de uma rara beleza, não se tendo jamais visto, por estas partes, uma donzela tão bela...

De letras, faz-se admirar de toda a cidade de Jerusalém; ele sabe todas as ciências e nunca estudou nada.

Ele caminha descalço e sem coisa alguma na cabeça.

Muitos se riem, vendo-o assim, porém em sua presença, falando com ele, tremem e admiram.

Dizem que um tal homem nunca fora ouvido por estas partes.

Em verdade, segundo me dizem os hebreus, não se ouviram, jamais, tais conselhos, de grande doutrina, como ensina este Jesus; muitos judeus o têm como Divino e muitos me querelam, afirmando que é contra a lei de tua Majestade.

Diz-se que este Jesus nunca fez mal a quem quer que seja, mas, ao contrário, aqueles que o conhecem e com ele têm praticado, afirmam ter dele recebido grandes benefícios e saúde".

Públio Lêntulus.

(Do Livro "Jesus e o Espiritismo" - Valdemiro Vieira)

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Ser Umbandista

Falam em tantas Umbandas. Branca, esotérica, popular, traçada, de
nação, omolocô, umbandolé, candomblé de caboclo, evangelizada,
kardequizada, iniciática e outras mais.
O que é Umbanda então? Se são tantas, porque cada qual teima em dizer
que somente a sua, aquela que ele pratica, é a verdadeira?
Origens, respondem todos em unísono!
Esta seria a solução para os problemas! E qual a origem da Umbanda
verdadeira?
Lá vamos nós novamente viajar por inúmeras teses. Negros Africanos,
Sumérios, Atlântida, Astros, Planetas diversos, Seres extraterrenos,
Anjos celestiais, etc.....
Mas será que isso tudo é importante?
Porque temos que precisar ou determinar qual das Umbandas é a mais ou
a unicamente correta?
Quem sabe não são mesmo várias Umbandas, totalmente diferentes umas
das outras. Ou, ainda por outro lado quem sabe, ela é somente uma
mesmo, apenas com várias ramificações!
E porque seria assim? Afinal de contas todas as demais religiões não
são únicas? Serão mesmo?
Vejamos: A igreja católica divide-se em um sem número de
ramificações, das tradicionais às mais atuais. Tem a Apostólica
Romana, Apostólica Brasileira, Carismáticos, Ortodoxos e outras. E
todos se denominam como? Católicos! Nada mais! Se as conversas
convergem para fundamentos religiosos, ai sim quando sabem, denominam-
se especificadamente.
E os Evangélicos? Se autodenominam de Cristãos! Antes eram Crentes,
agora não gostam mais dessa denominação, afinal de contas, os
praticantes das demais religiões também o seriam, já que todos os que
crêem em Deus, Crentes como eles seriam. Mesmo que seja aplicada de
igual forma em relação a Cristãos o entendimento sobre outras
religiões, parece esta denominação genérica a que mais os diferenciam
das demais. Mas e entre eles próprios, existem diferenças entre as
denominações? Sim e não são poucas. Batista, Adventista, Assembléia
de Deus, Testemunha de Jeová e outras mais novas.
E nós, os Umbandistas, e porque não dizer Espíritas, não podemos ter
também várias denominações ou entendimentos?
Opa! Espere um pouco! Umbandistas ou Espíritas? Lá vamos ter outra
briga séria com alguns de nossos irmãos Kardecistas. Afinal de
contas, de acordo com alguns deles, somente são espíritas os que
seguem a doutrina espírita desenvolvida por Allan Kardec. Mas qual a
definição de Espírita? De acordo com o próprio Allan Kardec, que no
livros dos médiuns, assim define Espírita. "Espírita, é aquele que
crê no espírito e nas suas manifestações". Assim todo aquele que
acredita nesta máxima, do ponto de vista do próprio Kardec, então
será espírita. Devemos apenas preocuparmo-nos em sermos bons
espíritas. Coisa que, infelizmente muitos irmãos, sejam Umbandistas,
Kardecistas ou outros, ainda não se preocupam como deveriam.
Mas voltemos aos nossos próprios problemas. Já temos bastantes deles
entre nós para que nos preocupemos com outros externos!
O que é mais importante numa religião? De onde ela vem ou para onde
ela vai?
Que interessa o berço em relação ao trabalho futuro. Será mais
importante a caridade do irmão de poucas posses do que a oração do
mais abonado? Se formos olhar bem a fundo cada uma das
diversificações de nomes ou qualificações das diversas Umbandas,
veremos que em todas elas manifestam-se entidades espirituais
semelhantes, tais como os Caboclos, Pretos-Velhos, Exus, Crianças e
Orixás, além de Baianos, Mineiros, Boiadeiros, Zé Pelintras, Ciganos,
etc....
Uma religião que prima pela Caridade, Humildade e Amor, não poderia
se dividir tanto entre seus filhos.
Discutem se o Caboclo pode ou não pode usar cocar, se o Preto-Velho
pode ou não pode usar chapéu, se Exu é guardião ou apenas mensageiro
e deixa-se muitas vezes de perceber e até mesmo de cobrarem-se a si
próprios se a caridade que estão praticando ou intermediando é real.
Será que chegar ao centro já olhando que horas são pois tem um
compromisso inadiável mais tarde, permitirá ao Caboclo praticar uma
boa caridade utilizando aquela matéria tão apressada?
Será que a humildade do Preto-velho terá capacidade de influenciar
uma pessoa acometida de mal momento ou dor física, a ter calma ou
perdoar a quem a tenha ofendido, vibrando numa cabeça que o encara
não como um escravo simples, que pela dor alcançou a luz, mas sim
como um majestoso soberano que não poderia imaginar como tamanha
fraqueza de pensamentos pode assolar estas ínfimas criaturas.
E ainda sobre o Caboclo, o qual na concepção daquele médium não é
índio, mas médico ou um antigo rei de uma civilização ainda
desconhecida, poderá atuar sobre quem o considera apenas um índio
forte e garboso?
E Exu? Ele que em algumas casas mais sofisticadas é Guardião,
entidade de alta luz que tem trânsito livre entre todos os ambientes
vibracionais, liberando ou aprisionando almas ainda em decomposição
moral, e que nas casas mais populares é apenas um enviado de
entidades, ou mesmo um serviçal incumbido de levar e trazer as
cascas grosseiras dos restos dos trabalhos espirituais, descarregando-os nos lodaçais espirituais no baixo astral de onde ele pode até
sair, mas não poderá ir tão alto, para que as luzes espirituais dos
ambientes muito elevados não o ceguem. E se saísse, o que faria? Sua
fraqueza espiritual não o permitiria enxergar mesmo os seres
iluminados de outras diretrizes.
Será mesmo que as entidades se preocupam com estas diferenciações?
Não! As entidades espirituais são seres de luz, são apesar de ainda
imperfeitos na evolução espiritual, conhecedores da visão mais
iluminada da caridade. Eles não se preocupam com as roupas que a eles
queremos impor. Para eles o que importa é o amor, a união, a
elevação.
Irmãos! Que divisão nada! A Umbanda é única! Ela é perfeita! Tão
perfeita que se adapta a tantas interpretações, tão linda e
majestosa, que aos olhos de cada um mostra a luz da maneira que possa
ser percebida. E suas origens são mesmo polêmicas, mas não traduzem
os maiores ideais da religião. Caridade, humildade e amor.
Que se busquem historicamente as origens, mas não contaminemos nossa
prática religiosa com nossas próprias imperfeições, com nossos
próprios preconceitos, com nossos próprios interesses pessoais. Ao
invés de subdesenvolvido, que tal tradicional? Ao invés de cultos
exagerados, que tal criteriosos? Ao invés de discussão, que tal
aceitação?
Não seremos menor se Africanistas, ou maior se Iniciáticos! Mais
capazes, se optarmos por fundamentos de nação ou menos capazes, se
seguirmos os ensinamentos à luz Kardequiana! Seremos sim maiores ou
menores, se levarmos em consideração a caridade que conseguirmos praticar!
Muitos se mostram prontos para uma verdadeira luta na intenção de resgatar a verdadeira Umbanda, outros pretendem livrá-la de influências negativas de outras religiões.
Vamos fazer mais que isso! Vamos praticar a nossa Umbanda, aquela que nos toca ao coração com sentimentos de amor e caridade. Vamos mostrar esse amor a todos os nossos irmãos. E ai quem sabe, teremos uma Umbanda única e verdadeiros Umbandistas.

O Ponto Rafe

Todo mundo já deve ter ouvido falar no ponto G, ponto de maior prazer feminino, os homens também têm o seu ponto G, chamado de ponto rafe, segundo alguns livros que tratam sobre o assunto, como o O Orgasmo Múltiplo do Homem - Os Segredos do Prazer Prolongado (Objetiva) , o ponto rafe é localizado no perínio, que fica bem na frente do ânus, que além de ser bastante erógena, também ajuda a retardar a ejaculação. Se seu parceiro pressionar com o dedo poderá contrair um músculo chamado pubococcígeno (PC) - maior responsável pelo orgasmo - e retardar a ejaculação.
Essa é uma das mais antigas técnicas taoístas para o controle da ejaculação. O chamado ponto Rafe localiza-se logo à frente do ânus, no períneo. Pressionar esse ponto com os três dedos do meio quando você está prestes a ejacular ajuda a deter o reflexo ejaculatório porque provoca uma retenção momentânea do sêmen. O dedo do meio precisa pressionar bem em cima do tubo uretral (por onde passa a urina e também o sêmen), porque é esse tubo que se dilata na hora da ejaculação. Os outros dois dedos apertam justamente cada um dos lados do tubo. Essa técnica pode ser eficiente quando não se deseja retirar o pênis da vagina durante a penetração.

Correções Libertadoras

As salmodias da Natureza em festa anunciavam a chegada da Primavera, que renovava os escombros com flores miúdas e reverdecia a terra antes crestada e triste.

O arrebentar de cores e a explosão de perfumes balsamizavam o ar, oferendo poentes em ouro por onde bailando, passavam as esvoaçantes nuvens garças, demandando regiões longínquas.

O lago tranqüilo refletia nas águas límpidas e transparentes as embarcações que singravam ligeiras, de velas enfunadas sob o sopro dos ventos generosos.

A paisagem humana igualmente se apresentava enriquecida pelos júbilos dos cálidos dias de Sol que chegava após a demorada invernia.

A luz que clarifica sempre consegue fazer que se esqueça a noite tenebrosa.

As gentes das margens do Genesaré, que repletavam as aldeias gentis e as cidades prósperas, movimentavam-se pelas ruas e praças, particularmente as dos mercados, comentando os acontecimentos cujas notícias lhes chegavam de fora pelos viajantes e itinerantes em trânsito contínuo.

Herodes, fazia pouco, havia silenciado a voz do Batista na sua fortaleza da árida Peréia.

Concomitantemente, a balada envolvente da Boa Nova comovia aquelas massas humildes e sofridas, que acorriam às pregações.

Enquanto as tricas e rixas farisaicas se multiplicassem em constante ameaça ao Rabi, impertérrito e dócil, Ele prosseguia ensinando e arrebatando as multidões.

Talvez aquela fosse a última estação de flores na qual os companheiros compartiriam com a Sua presença.

As notícias das curas prodigiosas alcançavam as terras distantes e se renovavam os enfermos que, após curados se iam, sendo substituídos por novos magotes que chegavam.

A falta de renovação moral das criaturas respondia, como até hoje, pelo acúmulo das enfermidades e aflições.

Incansável e bom, Jesus atendia os infelizes, admoestando-os a que mudassem de atitude em relação ao comportamento abrindo-se ao amor e a Deus.

Na insânia que a muitos é peculiar, aqueles sofredores desejavam somente libertar-se do fardo dos sofrimentos, sem que se dessem conta da sublime canção que os Seus lábios entoavam, apontando a Era de felicidade ao alcance de todos.

Numa noite adornada de estrelas, depois das fadigas do dia estuante de beleza, o Mestre meditava defronte do mar em Cafarnaum, na casa de Simão, quando o amigo, que lhe acompanhava o silêncio, tendo a mente ardente de interrogações, endereçou-lhe algumas dúvidas, pedindo esclarecimentos.

— Senhor! — expôs timidamente — Eu gostaria de entender porque a dor chibateia com tanta força o dorso das criaturas indefesas. Para onde direcionamos o olhar, defrontamos a miséria, a enfermidade, as agonias e a morte ceifando as vidas. Mesmo nos lares abastados, o sofrimento faz residência, ferindo os mais delicados sentimentos e dilacerando as mais caras aspirações...

Silenciou por um pouco, para logo prosseguir, organizando as reflexões:

— Pessoas laboriosas dedicam-se à produção das coisas corretas e não progridem, enquanto que outras, desonestas e mesmo cruéis prosperam a olhos vistos?! Tenho amigos que se empenham pelo ganha-pão honrado, amargando dificuldades e carências sem nome. Como entender-se o magnânimo amor de Nosso Pai nessas situações?

— Simão — inquiriu o Mestre — como se comporta o pai responsável cujos filhos desobedientes, não lhe seguem as orientações?

— Repreende-os, Senhor — redargüiu o pescador interessado.

— E, se apesar das advertências, os mesmos permanecem inconseqüentes?

— Aplica-lhes corretivos mais severos, a fim de os ajudar.

— Respondeste bem, Simão. Nosso Pai a todos criou para a conquista da felicidade espiritual e eterna. A estância na Terra é transitória, como oportunidade de realizar-se uma saudável aprendizagem para a posterior aplicação do conhecimento. A vida real é a do Espírito, enquanto que o corpo é uma roupagem transitória com finalidade específica: facultar o desenvolvimento moral no convívio com as demais criaturas. Quando saudáveis, atiram-se pelos sórdidos labirintos do prazer insano, assumindo comportamentos desvairados. Utilizam-se dos recursos valiosos que lhes são concedidos para o uso extravagante e abusivo do prazer corporal, afligindo o próximo em alucinada correria pelas satisfações vis incessantes, perturbadoras...

Fez breve pausa e olhou o velário da noite ornada de brilhantes estelares, e prosseguiu:

— Por amor, o Pai faculta-lhes prosseguir sob chuvas de ácido e calhaus que acumulam sobre as próprias cabeças, experimentando as conseqüências da insensatez. Ao invés de tratar-se de punição, é saudável ensinamento de amor, convocando os calcetas à reflexão, ao trabalho de autodepuração. Ninguém é convocado ao sofrimento sem uma anterior causa justa. Que ocorre, porém, com o ser humano, nessas circunstâncias? Podendo aproveitar as lições para reequilíbrio, atiram-se nos abismos de rebeldia, blasfemam, ameaçam, vociferam, mais complicando o quadro das próprias dores. Cada qual é, portanto, responsável pelo que lhe sucede, em razão da justiça das Soberanas Leis...

Após ligeiro silêncio, para facultar ao discípulo absorver o conteúdo do ensinamento, continuou:

— Quando arrojamos algo para cima, inevitavelmente retorna... Assim também são os pensamentos, palavras e atos que são direcionados à Vida. Eles volvem com as cargas emocionais ampliadas, após serem arrojados à frente.

O Pai generoso compreende a rebeldia dos filhos em aprendizado e concede-lhes o livre-arbítrio para que se sintam responsáveis pela existência. Todavia, a qualquer ação sempre corresponde uma reação equivalente. Cessada a oportunidade de opção, se foi mal aproveitada, é aplicado no infrator o necessário corretivo, a fim de evitar-lhe danos mais graves na conduta.

Enquanto suave brisa perfumada perpassava no ar, confundindo-se com o aroma do lago imenso, Jesus concluiu:

— São felizes, Simão, aqueles que se encontram em correção libertadora, porque se purificam para o reino dos céus. A existência terrena, tida como feliz, isto é, sem preocupações financeiras, sem problemas sociais, com saúde perfeita, não representa muito para quem a desfruta, mas concessão divina para ser utilizada, delineando as futuras experiências iluminativas. Desse modo, quem a malbarata, retorna em escassez; aquele que a perverte, volve excruciado pela sua ausência; todo e qualquer que a corrompe pelo uso indevido, refaz o caminho, recolhendo os calhaus e os espinhos que deixou em abundância...

O sofrimento é bênção que o Pai oferece aos Seus eleitos, a fim de que não se percam, tornando-se escolhidos. Bem sei que, no atual estágio da evolução humana, considera-se a felicidade como sendo a ausência de problemas e a alegria na condição de falta de preocupações... Mas o reino dos Céus é diferente das conjunturas humanas, começando entretanto nas fronteiras do comportamento terrestre.

Calando-se, permitiu ao discípulo sincero que auscultasse o próprio íntimo, enquanto, no Alto, lucilavam os astros embalando a noite de paz...

(Amélia Rodrigues (espírito), Página psicografada pelo médium Divaldo P. Franco, em 24/11/1998, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador-BA.)

(Jornal Mundo Espírita de Agosto de 1999)

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Força da Fé

A fé religiosa, assentada nas sólidas bases da razão, constitui equipamento de segurança para a travessia feliz da existência corporal.
Luz acesa na sombra, aponta o rumo no processo humano para a conquista dos valores eternos.
O homem sem fé é semelhante a barco sem bússola em ocenao imenso.
Quando bruxuleia a fé, e se apaga por falta do combustível que a razão proporciona, ei-lo a padecer a rude provação de ter que seguir em plena escuridão, sem apoio nem discernimento.
A fé pode ser comparada a uma lâmpada acesa colocada nos pés, clareando o caminho.

Sustenta a tua fé com a lógica do raciocínio claro.
Concede-lhe tempo mental, aprofundando reflexões em torno da vida e da sua superior finalidade.
Exercita-a, mediante a irrestrita confiança em Deus e na incondicional ação do bem.
A fé é campo para experiências transcendentes, que dilatam a capacidade espiritual do ser.
Com o dinamismo que a fé propicia, cresce nas tuas aspirações, impulsionando a vontade na diretriz da edificação de ti mesmo, superando impedimentos e revestindo-te de coragem com que triunfarás nos tentames da evolução.

Conforme a intensidade da tua fé, agirás, fazendo da tua vida aquilo em que realmente acreditas.

(Joanna de Ângelis (espírito), Psicografia de Divaldo Franco. Livro: Episódios Diários)


segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

O pecado

Desanimados, amiúde, estão enfermos o corpo e o espírito. Não critiqueis as palavras, compreendei o seu valor, indagai o que elas exigem de vós, mas o que vos traz a esta condição é a destruição de vosso futuro, de quando vos entregastes à vida alegre e ao orgulho, destruístes o futuro em favor do presente que vos fugiu como uma sombra.

Tivestes a doçura nos lábios, e, no coração, o ódio. Vossas esmolas e vossa penitência eram meros meios para enganar os homens, mas não enganastes Deus, que vos amarga os corações e vos esmaga sob as ruínas do templo que profanastes. Pobres loucos vos dizia Jesus: “Adornais vossos corpos e desnudais vossas almas. Buscais as honras do mundo, quando Deus solicita, em vão, as honras dos vossos espíritos.

Vós vos ajoelhastes diante do bezerro de ouro, enquanto os vossos irmãos careciam de roupas e alimentos”. Ele vos disse: “Aqueles que pensam em coisas inúteis, se verão, mais tarde, totalmente privados do necessário. Os que gozam das honras humanas, fora das leis humanitárias, no dia de hoje, não poderão pretender senão humilhações no dia de amanhã. E todos os que se comprazem nos gozos carnais, e todos os que colocam a sua felicidade na posse das singulares riquezas e do mando, serão os deserdados, os párias, os pobres de uma nova habitação, Vós tereis fome e sede, pedireis descanso e continuareis no trabalho, sem aplacar a fome e a sede”.

Ai de mim. Nunca disse nem fiz nada, conscientemente, que pudesse servir de base a esta punição. Se eu tivesse cometido este pecado, me acusaria dele, do mesmo modo que me acuso da minha ignorância.

Isto poderia ser dito e surtiria efeito se lembrasse, pois se for verdade, a lei cósmica surtiria o seu efeito em “tocar a sua alma “. No entanto, esta é a lei da natureza, da causa e do efeito, que vem sozinha e pode ser sofrida, entendida e corrigida. Como? Aceitando a justiça maior. Impetrando a misericórdia de Deus com resignação, que começará a predispor a possibilidade da reabilitação, em função da vontade e sinceridade que será demonstrada no que será realizado na boa obra para resgatar se, considerando nisto, também, a provocada ignorância.

“Desembaracemo nos das tenebrosas histórias, elevemo nos à simplicidade do espírito que tudo esclarece. Não levantemos, por outro lado, uma desaprovação demasiadamente severa sobre certas personalidades que alteram as verdades. Defendamos nossas almas e nossos espíritos contra os entusiasmos tolos e preconcebidos. Não abracemos causas de fácil reabilitação. Façamos distinção sem maldizer ninguém. Façamos um código de moralidade e esforcemo nos em difundi lo entre os homens para demonstrar que a vida humana deve ser respeitada, porque ela é uma emanação da alma divina, e também porque tudo o que nos envolve nisso paga se na lei de Talião.

A vida humana, deformada pelo vício, encurtada pelo excesso, torturada pelo ódio, desperdiçada pelo delito, representa uma espantosa falta da razão que revela a bestialidade, e tudo isto aciona a lei do dente por dente e nesta paga se, gota a gota, toda a participação nisso, e isto constitui, na sua base, o verdadeiro flagelo do mundo, pois a violência gera a violência.

A primeira revela a força brutal da besta, a segunda dirige as tendências da besta, como fazê la mais mortífera. As duas desenvolvem, mediante o sofrimento, a cura dos males asquerosos da alma, do espírito e do corpo, as duas murcham entre o sangue, alimentando se do ódio das orgias, e adormecerão vencidas sobre as suas próprias ruínas”.(Jesus)

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Perdoa teu irmão

Muitas vezes as pessoas são egocêntricas, ilógicas e insensatas. Perdoe-as assim mesmo.
Se você é gentil, as pessoas podem acusá-lo de egoísta, interesseiro. Seja gentil, assim mesmo.
Se você é um vencedor, terá alguns falsos amigos e alguns inimigos verdadeiros. Vença assim mesmo.
Se você é honesto e franco, as pessoas podem enganá-lo. Seja honesto assim mesmo.
Se você levou anos para construir, alguém pode destruir de uma hora para outra. Construa assim mesmo.
Se você tem Paz, é feliz, as pessoas podem sentir inveja. Seja Feliz assim mesmo.
Dê ao mundo o melhor de você, mas isso pode nunca ser o bastante. Dê o melhor de você assim mesmo.
Veja você no final das contas, é entre você e Deus.
Nunca foi entre você e as outras pessoas.

(Madre Tereza de Calcutá)